quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Estudo reclassifica câncer de mama em 4 tipos

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Um estudo publicado no site da revista Nature reclassifica o câncer de mama em quatro classes principais. Dentro da nova classificação, os pesquisadores encontraram mutações genéticas que podem aproximar o câncer de mama com outros tipos de câncer, como o de ovário.


A descoberta revela uma nova maneira de ver o câncer, que pode passar a ser definido não apenas pelo órgão que ele afeta. Isso pode levar a novos tratamentos com drogas já aprovadas para os casos de câncer em outras partes do corpo, além de novos tratamentos mais precisos no combate a anomalias genéticas que hoje não têm tratamento.

O estudo é a primeira análise genética ampla do câncer de mama, que mata 35 mil mulheres ao ano nos Estados Unidos e quase 12 mil no Brasil. Matthew Ellis, da Universidade de Washington, um dos envolvidos na pesquisa, avisa: “

— É a indicação do caminho para uma cura do câncer no futuro.

A pesquisa é parte de um amplo projeto federal americano, o Atlas do Genoma do Câncer, destinado a criar mapas de mudanças genéticas em cânceres comuns.

O levantamento sobre o câncer de mama foi baseado numa análise de tumores em 825 pacientes. A investigação identificou pelo menos 40 alterações genéticas que podem ser atacadas por medicamentos. Muitos já foram desenvolvidos para outros tipos de câncer que têm as mesmas mutações. “

Joe Gray, especialista em genética na Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, que não participou do estudo, comenta a descoberta.

— Nós agora temos uma boa perspectiva do que está errado no câncer de mama.

A nova classificação divide o câncer de mama nas seguintes classes: HER2 amplificado, Luminal A, Luminal B e basal. Essa divisão foi feita com base em dados antes não disponíveis, que identificaram novos caminhos de atuação do tumor, possibilitando aos pesquisadores novos alvos para combater a doença.

A maior surpresa do estudo envolveu um tipo de câncer atualmente conhecido como triplo negativo, mais frequente em mulheres mais jovens, em negras e em mulheres com genes cancerígenos BRCA1 e BRCA2.

Segundo os pesquisadores, os distúrbios genéticos tornam esse tipo de câncer mais similar ao do ovário do que outros cânceres de mama. Suas células também se assemelham às células escamosas do câncer de pulmão.

O estudo dá uma razão biológica para se tentar os tratamentos de rotina para câncer de ovário neste tipo de câncer de mama. E uma classe comum de drogas usadas no câncer de mama, das antraciclinas, podem ser descartadas, já que não ajudaram muito no câncer ovariano.

Fonte: As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

SUS oferece novos tratamentos para doença pulmonar obstrutiva crônica

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Lista inclui vacina contra a gripe, e medicamentos que facilitam a respiração. 
Ministério da Saúde estima que até 5 milhões sejam beneficiados. 

O Diário Oficial da União desta quarta-feira (26) anunciou a inclusão de novos medicamentos para o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde estima que até 5 milhões de brasileiros tenham a doença e, portanto, sejam beneficiados com os medicamentos gratuitos. 

Os medicamentos que passam a ser ofertados pelo SUS aos pacientes com a doença são os anti-inflamatórios budesonida e beclometasona, usados por inalação, e os broncodilatadores fenoterol, sabutamol, formoterol e salmeterol, que ajudam na respiração. Os remédios já eram fornecidos para o tratamento de outras doenças, como a asma, mas não para a DPOC. 

Além disso, os pacientes com DPOC passam a ter acesso gratuito à vacina contra a gripe. O SUS passa a fornecer ainda exames diagnósticos para deficiência de Alfa-1 – que mede os níveis de uma proteína específica no sangue – e a instalar a oxigenoterapia – tratamento em que uma máquina é usada para aumentar a concentração de oxigênio no ar respirado pelo paciente – na casa de quem necessitar. 

A portaria publicada no Diário Oficial dá à rede pública 180 dias - seis meses - para disponibilizar os tratamentos. 

A DPOC é mais comum em adultos, principalmente a partir dos 40 anos. Ela causa falta de ar, fadiga muscular e insuficiência respiratória, e é apontada pelo Ministério como uma das principais causas de mortalidade no Brasil. 

Assim como outros problemas pulmonares, a doença tem forte relação com o fumo. Outros fatores de risco são o excesso de poeira, de poluição e de exposição passiva à fumaça do cigarro. 


Fonte: Bem-Estar

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Saúde aplicará duas novas vacinas a menores de 5 anos a partir de sábado

O EAD - Enfermagem a Distância informa que começa neste sábado (18) a Campanha de Atualização da Caderneta de Vacinação. Não esqueçam de levar as crianças menores de 5 anos para serem imunizadas. Os baixinhos precisam desse cuidado especial!

Dose contra cinco doenças e injeção de pólio serão incluídas no país. 
Campanha vai até dia 24 e também dará vitamina A nos locais mais pobres.

Campanha nacional de vacinação começa sábado (18), com o 'Dia D' (Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (14), em Brasília, a inclusão de duas novas vacinas no calendário oficial, para crianças menores de 5 anos.

Uma campanha nacional será realizada em todo o país entre os dias 18 e 24 e pretende alcançar 14,1 milhões de crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias. O dia de maior mobilização, chamado "Dia D", ocorre neste sábado (18), em 34 mil postos fixos – além de outros volantes, em escolas e parques – e terá o envolvimento de mais de 350 mil profissionais da saúde e 42 mil veículos.

As duas novas doses são a pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras doenças bacterianas, e hepatite B) – que até então era oferecida em duas vacinas separadas – e a inativada contra poliomielite, que não conterá mais o vírus "vivo" e passará a ser aplicada por meio de injeção.

A Vacina Inativada Poliomielite (VIP) será destinada a bebês de 2 e 4 meses de idade, e as famosas gotinhas serão usadas nos reforços, aos 6 e aos 15 meses. E mesmo quem já tiver se imunizado, mas estiver dentro da faixa até 5 anos, deve comparecer à rede pública acompanhado dos pais ou responsáveis para tomar um reforço.

Uma das vantagens da injeção é que ela acaba com o risco de uma paralisia infantil causada como consequência da dose oral. Esse efeito colateral, porém, é raro: de um caso em cada quatro milhões.

A introdução da VIP vem sendo usada em países que já eliminaram a pólio. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que as nações das Américas continuem aplicando as gotinhas, com o vírus atenuado, até a erradicação mundial da paralisia.

O vírus da poliomielite ainda circula em 25 países do mundo. Para se manter livre, o Brasil vai usar simultaneamente as duas vacinas (oral e injetável) e aproveitar as vantagens de cada uma.

Nesta campanha, serão empregados R$ 18,6 milhões do Fundo Nacional de Saúde, que serão repassados aos estados e municípios. Ao todo, foram adquiridas mais de oito milhões de vacinas e, na primeira remessa, serão enviadas 726 mil doses para abastecer todo o Brasil.

Fonte: Bem -Estar