quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cientistas tentam criar exame de sangue que aponte câncer de mama


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Análise clínica em larga escala será feita em breve em hospital de Londres.
Mês é marcado por campanha 'Outubro Rosa' e alertas ao redor do mundo.

Pesquisadores britânicos tentam desenvolver um exame de sangue a ser usado para detectar o câncer de mama em estágios iniciais, no lugar da tradicional mamografia.

Os cientistas, da Universidade de Leicester e do Imperial College de Londres, vão comparar sangue de mulheres com câncer com o de outras que não tenham a doença para verificar se há uma forma consistente de identificá-la por meio de traços no DNA.

A equipe espera também que o exame de sangue possa melhorar o tratamento da doença, ao analisar se há risco de reincidência e quais tipos de drogas podem combater melhor o câncer.

O estudo foi financiado pela organização Cancer Research UK, que investiu R$ 3,2 milhões para possibilitar, em breve, estudo clínico de larga escala no Hospital Charing Cross, na capital britânica.

Segundo a principal autora, Jacqui Shaw, o trabalho pode resultar na possiblidade de que um dia esse exame seja feito anualmente, em vez do atual rastreio de mama. Isso eliminaria, por exemplo, a ansiedade e a preocupação das mulheres que, após uma mamografia, são chamadas pelos médicos para novas investigações, na tentativa de ver se elas têm câncer ou não.

De acordo com o coautor Charles Coombes, o que os cientistas estão tentando descobrir agora é quão cedo os sinais de câncer de mama podem aparecer em um exame de sangue. Outros estudos nesse sentido, segundo ele, têm focado em tumores de pulmão e intestino.

'Outubro Rosa'

Até o dia 31, o câncer de mama é tema de debates e divulgação de pesquisas ao redor do mundo. Criada em 1997, nos EUA, a campanha "Outubro Rosa" busca conscientizar as pessoas sobre a importância de prevenir a doença, que atinge sobretudo as mulheres, mas também pode acometer os homens.

Durante todo o mês, prédios e monumentos das principais cidades do globo participam da ação, com a tradicional iluminação cor-de-rosa.

Fonte: Bem-Estar

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

10 de Outubro - Dia Mundial da Saúde Mental

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Hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental, um grande marco de luta em todo o Mundo. Foi instituído Pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o propósito de sensibilizar os governos a darem uma importância relevante a esta problemática, que assola o Mundo.




A Saúde Mental pode ser definida como um conjunto de ações para prevenir tratar ou minimizar o sofrimento das pessoas que possuem ou atravessam algum problema psiquiátrico. Entre esses problemas estão as depressões, as psicoses, os transtornos ansiosos e a dependência às mais variadas drogas, como álcool, crack, maconha, cocaína, estimulantes, remédios, etc.

Vale lembrar que transtorno mental não afeta somente uma parte da população e que qualquer pessoa pode desenvolver qualquer uma dessas patologias. Atualmente os transtornos psiquiátricos estão entre os que mais afastam do trabalho. Vamos tomar alguns dados da OMS pra ilustrar. Segundo a organização, a depressão afeta 340 milhões de pessoas e leva a 850 mil suicídios por ano no mundo; 2 a 4% da população mundial sofrem de Síndrome do Pânico; 6 milhões de brasileiros são dependentes de drogas.

Os dados são sempre alarmantes e apontam para necessidade de ações preventivas, de combate contra o preconceito e do fortalecimento de serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Residências Terapêuticas (RT) e a criação de leitos de saúde mental em hospitais gerais. Precisamos ainda fechar as instituições que segregam e isolam o louco, ou seja, os manicômios, sendo que este é o um dos eixos da política brasileira de saúde mental instituída pela Portaria Ministerial nº 10.216.

Fonte: Blog do ZéDudu 

(Adaptação: Ana Laís)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Homens também são vítimas do câncer de mama

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Uso de anabolizantes pode aumentar chances de desenvolver doenças em até quatro vezes.


Conhecido como um mal que tem como alvo as mulheres, o câncer de mama também pode castigar os homens. Mais raro entre o sexo masculino, a doença atinge 1 homem para cada 100 mulheres. Diferentemente de muitos casos entre a população feminina, a doença é detectada na maior parte das vezes em estágio avançado. O principal motivo, apontam especialistas, é o preconceito e a falta de conscientização sobre a importância de exames de rotina. O que para o homem passa desapercebido por ser um carocinho indolor na auréola (região entorno do mamilo) pode ser o início de um tumor onde o tecido mamário se concentra, podendo causar coceira e irritação.

Silicone pode facilitar diagnóstico de câncer de mama, diz especialista

A incidência do câncer de mama é mais comum em homens acima dos 35 anos de idade e pode aumentar conforme a idade avança. Apesar de ter pontos em comum com a doença que atinge as mulheres, como histórico familiar correspondente, no homem a doença está mais ligada a fatores hormonais e pode ser desenvolvida a partir de uma dieta rica em gorduras ou mesmo o excesso de álcool ingerido, explicou o mastologista Dr. Ruffo de Freitas Jr., diretor da Escola Brasileira de Mastologia da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia):

— Por ser um tumor menos frequente, os fatores de risco no câncer de mama masculino são menos conhecidos. Sabemos, no entanto, que alterações hormonais nos homens elevam as chances de se ter a doença. 

O especialista explicou que dentre as alterações que podem levar a uma mudança de hormônios no corpo do homem estão a ginecomastia (aumento do tecido mamário nos homens), alterações no fígado ou mesmo aumento de peso, já que as células gordurosas produzem hormônios femininos, como estrogênio.

Brasil tem de dobrar número de mamografias, diz governo

Além dos riscos acarretados pela alimentação e ingestão de bebida alcóolica, o uso de anabolizantes por frequentadores de academia de musculação ou mesmo de hormônios por transexuais também são fatores importantes, afirmou o mastologista:

— Quem usa corre um risco bem maior e tem em torno de três a quatro vezes mais chance de ter câncer de mama do que aqueles que não usam.

Os fatores envolvendo o câncer de mama em homens acarretada pelo aumento de hormônios femininos podem ser também de ordem endógena, ou seja, resultante de fatores internos do organismo. É o caso da síndrome de Klinefelter, representada pelo aumento das mamas em homens, redução dos níveis de testosterona e aumento das gonadotrofinas. Em pessoas que têm a síndrome, o risco de câncer de mama é de 20 a 50 vezes maior do que em aqueles que não têm a doença.

Diagnóstico

Assim como as mulheres, os homens também podem se autoexaminar como forma de rastrear alguma irregularidade na mama. O oncologista Dr. Anderson Silvestrini, presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica), explicou que para os homens essa prática é ainda mais simples do que para a população feminina:

— Como o homem tem pouca glândula mamária, fica ainda mais fácil notar qualquer nódulo que apareça. Apalpando a própria glândula ele consegue notar se há alguma diferença para, então, procurar um mastologista que possa solicitar exames como mamografia ou biópsia.

Além de eventuais carocinhos, os homens devem ficar atentos também a vermelhidões ou mesmo dores na região da mama. 

Novos hábitos refletem no aumento de casos de câncer de mama

O oncologista alertou ainda para o risco causado pelo fato de muitos homens desconhecerem que também podem ter a doença.

— Em geral, vemos que os homens se preocupam menos com a saúde deles do que as mulheres. Isso é um ponto para ficarmos em alerta.

O tratamento do câncer de mama em homens é semelhante ao das mulheres. Depois do autoexame e da mamografia, faz-se a cirurgia para retirada da mama de acordo com o estágio em que se encontra a doença e, quando necessário, complementa-se com quimioterapia ou radioterapia.

As dicas de prevenção que os médicos dão para os homens são: praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação equilibrada com pouca gordura e reduzir o consumo de bebida alcóolica. Vencer o preconceito e fazer o autoexame também entra na lista de ações para prevenir o desenvolvimento da doença.

Fonte: R7 - Saúde