sábado, 13 de outubro de 2012

Silicone pode facilitar diagnóstico de câncer de mama, diz especialista

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Implante não interfere no autoexame das mamas, assim como não atrasa o diagnóstico da doença 

Pacientes com câncer de mama têm o direito de fazer a reconstrução do seio após a cirurgia, diz especialista

Outubro é o mês do câncer de mama e para as mulheres que usam silicone a boa notícia é que “o implante não interfere no autoexame das mamas e não atrasa o diagnóstico da doença”. Quem garante é o mastologista Dr. Vilmar Marques de Oliveira, presidente do Departamento de Sonoplastia da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia). Segundo ele, a prótese funciona apenas como anteparo à mama, o que não prejudica a palpação.

— Ao contrário do que se acredita, as próteses mamárias até facilitam o autoexame, uma vez que projetam as glândulas mamárias e tornam o exame mais fácil. Outro ponto positivo é que a presença do silicone não prejudica o prognóstico da paciente, caso ela venha a ter câncer de mama.

O especialista adverte que a recomendação de mamografia para mulheres com implante é a mesma de quem não tem a prótese, ou seja, uma vez por ano a partir dos 40 anos. No entanto, o mastologista Dr. José Roberto Filassi, coordenador de Mastologia do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), ressalta que o exame precisa ser feito com mais cuidado.

— A mamografia tem de ser feita de maneira mais artesanal, com algumas manobras da prótese. Além disso, costumamos complementar com ultrassom e ressonância magnética.

Tratamento com a prótese

O mastologista da SBM lembra que o silicone não atrapalha o tratamento do câncer de mama. 

— Não é a presença do silicone que vai definir o tipo de tratamento. Para qualquer mulher, ele se baseia em procedimentos cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e antihormonal.

De acordo com o médico, a terapia será indicada conforme a fase em que for detectada a doença.

— O tratamento pode ser só cirúrgico ou até englobar todas as modalidades.

Reconstrução mamária

O presidente do Departamento de Oncoplastia da SBM alerta que a reconstrução mamária é um direito da paciente, garantida pela lei federal de 1999.

— Pacientes acometidas pelo câncer de mama têm o direito de fazer a reconstrução do seio imediatamente após a intervenção cirúrgica para eliminar o tumor.

Novos hábitos refletem no aumento de casos de câncer de mama

O Dr. Marques explica que 80% desses procedimentos são feitos com próteses de silicone ou as chamadas próteses expansoras. Esta última é introduzida murcha na paciente e preenchida com soro fisiológico no pós-operatório.

— É prudente colocar a prótese atrás do músculo para diminuir a taxa de rejeição e não prejudicar o tratamento radioterápico. Caso a paciente já tenha o implante na frente do músculo, costumamos mudar a posição para trás.

Sobre as contraindicações, o especialista alerta para duas situações: quando não há condições clínicas favoráveis ou em casos de doença muito avançada.

Além disso, o médico dá uma dica para as mulheres que querem colocar a prótese de silicone.

— A escolha da posição da prótese de silicone — na frente ou atrás do músculo — vai depender do volume mamário e histórico familiar de câncer de mama da paciente.

Segundo o especialista, para as mulheres com seios muito pequenos ou com casos da doença na família, dá-se preferência por posicionar o implante atrás do músculo. Dessa forma, o rastreamento do tumor será mais fácil e haverá um prejuízo menor nas imagens mamográficas. 

Fonte: R7 Saúde - *Camila Savioli, estagiária do R7

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cientistas tentam criar exame de sangue que aponte câncer de mama


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Análise clínica em larga escala será feita em breve em hospital de Londres.
Mês é marcado por campanha 'Outubro Rosa' e alertas ao redor do mundo.

Pesquisadores britânicos tentam desenvolver um exame de sangue a ser usado para detectar o câncer de mama em estágios iniciais, no lugar da tradicional mamografia.

Os cientistas, da Universidade de Leicester e do Imperial College de Londres, vão comparar sangue de mulheres com câncer com o de outras que não tenham a doença para verificar se há uma forma consistente de identificá-la por meio de traços no DNA.

A equipe espera também que o exame de sangue possa melhorar o tratamento da doença, ao analisar se há risco de reincidência e quais tipos de drogas podem combater melhor o câncer.

O estudo foi financiado pela organização Cancer Research UK, que investiu R$ 3,2 milhões para possibilitar, em breve, estudo clínico de larga escala no Hospital Charing Cross, na capital britânica.

Segundo a principal autora, Jacqui Shaw, o trabalho pode resultar na possiblidade de que um dia esse exame seja feito anualmente, em vez do atual rastreio de mama. Isso eliminaria, por exemplo, a ansiedade e a preocupação das mulheres que, após uma mamografia, são chamadas pelos médicos para novas investigações, na tentativa de ver se elas têm câncer ou não.

De acordo com o coautor Charles Coombes, o que os cientistas estão tentando descobrir agora é quão cedo os sinais de câncer de mama podem aparecer em um exame de sangue. Outros estudos nesse sentido, segundo ele, têm focado em tumores de pulmão e intestino.

'Outubro Rosa'

Até o dia 31, o câncer de mama é tema de debates e divulgação de pesquisas ao redor do mundo. Criada em 1997, nos EUA, a campanha "Outubro Rosa" busca conscientizar as pessoas sobre a importância de prevenir a doença, que atinge sobretudo as mulheres, mas também pode acometer os homens.

Durante todo o mês, prédios e monumentos das principais cidades do globo participam da ação, com a tradicional iluminação cor-de-rosa.

Fonte: Bem-Estar

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

10 de Outubro - Dia Mundial da Saúde Mental

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Hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental, um grande marco de luta em todo o Mundo. Foi instituído Pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o propósito de sensibilizar os governos a darem uma importância relevante a esta problemática, que assola o Mundo.




A Saúde Mental pode ser definida como um conjunto de ações para prevenir tratar ou minimizar o sofrimento das pessoas que possuem ou atravessam algum problema psiquiátrico. Entre esses problemas estão as depressões, as psicoses, os transtornos ansiosos e a dependência às mais variadas drogas, como álcool, crack, maconha, cocaína, estimulantes, remédios, etc.

Vale lembrar que transtorno mental não afeta somente uma parte da população e que qualquer pessoa pode desenvolver qualquer uma dessas patologias. Atualmente os transtornos psiquiátricos estão entre os que mais afastam do trabalho. Vamos tomar alguns dados da OMS pra ilustrar. Segundo a organização, a depressão afeta 340 milhões de pessoas e leva a 850 mil suicídios por ano no mundo; 2 a 4% da população mundial sofrem de Síndrome do Pânico; 6 milhões de brasileiros são dependentes de drogas.

Os dados são sempre alarmantes e apontam para necessidade de ações preventivas, de combate contra o preconceito e do fortalecimento de serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Residências Terapêuticas (RT) e a criação de leitos de saúde mental em hospitais gerais. Precisamos ainda fechar as instituições que segregam e isolam o louco, ou seja, os manicômios, sendo que este é o um dos eixos da política brasileira de saúde mental instituída pela Portaria Ministerial nº 10.216.

Fonte: Blog do ZéDudu 

(Adaptação: Ana Laís)