quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SUS terá que iniciar tratamento de câncer 60 dias após diagnóstico


Lei entrará em vigor 180 dias após a sua publicação

Os senadores aprovaram nesta terça-feira (30) e agora segue para sanção presidencial o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei que estabelece o prazo máximo de 60 dias, contados na data do diagnóstico, para o início do tratamento de pacientes com câncer pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Considera-se iniciado o tratamento somente com a realização de intervenção cirúrgica, radioterápica ou quimioterápica, de acordo com a indicação para o caso. A lei entrará em vigor 180 dias após a sua publicação.

O texto prevê ainda o acesso "gratuito e privilegiado" a analgésicos, derivados de ópio, para os portadores de câncer que estejam sofrendo dores.

Os Estados devem dispor de instalação de serviços especializados em oncologia, de modo que áreas não contempladas passem a ter acesso a esses serviços. O descumprimento será punido com penalidades administrativas.

De iniciativa do ex-senador Osmar Dias (PDT-PR), a proposta foi ampliada na Câmara dos Deputados para fixar o prazo máximo do tratamento. A relatora, senadora Ana Amélia (PP-RS), lembra no seu parecer que a demora em começar o tratamento é o principal problema na terapêutica de câncer no Brasil.

Ana Amélia reconhece que a simples conversão da lei não resultará no fim das mortes por câncer no Brasil, mas que representará um marco histórico para a terapêutica oncológica no País.

Fonte: R7 - Saúde

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Chocolate diminui o risco de derrame cerebral

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Flavonoides protegem contra doenças cardiovasculares, diminuindo as concentrações sanguíneas do mau colesterol e reduzindo a pressão arterial


Recentemente era atribuído apenas ao chocolate amargo o poder de trazer benefícios à saúde. No entanto, últimas pesquisas garantem que o cochocolate tradicional, ao leite, também é benéfico ao organismo. O estudo é do Instituto Karolinska, na Suécia.

As qualidades do alimento estão relacionadas com os flavonoides contidos no chocolate. Eles protegem contra doenças cardiovasculares, diminuindo as concentrações sanguíneas do mau colesterol e reduzindo a pressão arterial.

Os pesquisadores alertam, no entanto, que para evitar o derrame, não basta apenas ingerir o chocolate. É preciso equilibrar seu consumo com hábitos de vida saudável como dieta saudável e prática de atividades físicas. 

Fonte: R7 - Saúde

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vacina de nova geração: oral, spray ou sob a língua


Vacinas sem injeção

Esporos de uma bactéria que podem durar milhões de anos e depois germinar estão inspirando cientistas a criar uma vacina que dispensa de vez as injeções.

Inúmeras equipes ao redor do mundo estão tentando desenvolver vacinas que possam ser tomadas por via oral ou inaladas, devido às grandes vantagens de se eliminar as picadas.

A dor da picada não é o maior inconveniente da vacina injetável.

Vacinas não injetáveis são mais baratas de fabricar e aplicar, são menos exigentes quanto às condições de armazenamento e têm menos efeitos colaterais.

Esporos de bactérias

A nova vacina promete melhorar a imunidade contra a gripe, tuberculose e outras doenças, e ainda oferecer proteção contra um microrganismo responsável por infecções intestinais para o qual não existe proteção hoje.

Simon Cutting e sua equipe da Universidade de Londres usaram o que eles chamam de "esporos probióticos", retirados da bactéria Bacillus subtilis.

Os esporos dessa bactéria podem ficar inertes por milhões de anos, "germinando" novamente quando as condições ambientais ficam adequadas.

"Os mecanismos que permitem esse processo têm fascinado os microbiologistas há décadas, tornando-a uma das bactérias mais intensivamente estudadas. Seu ciclo de vida simples e facilidade de manipulação torna-a um objeto de estudos ideal," disse o Dr. Cutting.

Vacinas duráveis

Os pesquisadores desenvolveram uma forma de usar os esporos do Bacillus subtilis como um veículo para levar os antígenos para o interior do corpo, promovendo uma resposta imunológica.

A vacina pode ser tanto ingerida oralmente quanto inalada por um spray.

"Alternativamente, ela pode ser administrada por um pequeno filme solúvel posto sob a língua, como os produtos para refrescar o hálito," diz o pesquisador.

Como os esporos são excepcionalmente estáveis, as vacinas são extremamente duráveis, dispensando as condições especiais de armazenamento que são um problema para as regiões menos desenvolvidas.

Infecção intestinal

O professor Cutting e sua equipe fizeram testes pré-clínicos com as vacinas à base de esporos para várias doenças, incluindo tuberculose, gripe e tétano.

Mais recentemente, eles estão investigando o uso potencial da técnica conta uma doença gastrointestinal, causada pelo Clostridium difficile, que atinge principalmente pacientes debilitados mesmo nos países desenvolvidos.

Apesar das várias tentativas, nenhum medicamento demonstrou proteção completa contra a doença até hoje.

A nova vacina está dependendo de investidores para que possa ser fabricada em escala comercial.

Fonte: Diário da Saúde